O que é Make e como fazer automação com IA no Make
O Make liga formulário, planilha e e-mail em uma tarde e já põe IA no meio. O trabalho que sobra é decidir onde mora o dado, quem recebe o erro e quando amarrar deixa de bastar.

Em 30 segundos
- 1O Make é uma ferramenta de automação na nuvem, o antigo Integromat, que liga os aplicativos da empresa em fluxos chamados cenários. Cada app vira um módulo na tela, e o dado passa de um pro outro sem ninguém copiar. Dá pra montar sem código e pôr IA no meio pra ler e classificar o que passa.
Segunda de manhã, a pessoa do financeiro conta que passou a sexta copiando os pedidos do formulário do site pra planilha e mandando a confirmação por e-mail, um por um. No almoço, o sócio assiste a um tutorial no celular: cada app vira uma bolinha na tela, você liga uma na outra e o pedido anda sozinho. Ele abre a conta grátis do Make ali mesmo.
Em uma tarde o primeiro cenário roda. As dúvidas chegam depois: o que essa ferramenta é de verdade, onde a IA entra nela e o que acontece no dia em que alguém renomear a aba da planilha.
O que é Make (antigo Integromat)
O Make é uma ferramenta de automação na nuvem que liga os aplicativos que a empresa já usa: formulário, planilha, e-mail, CRM, WhatsApp. Quando algo acontece num deles, ele faz o passo seguinte nos outros. Também faz automação com inteligência artificial, com um modelo de IA lendo, resumindo ou classificando o que passa pelo fluxo.
Quem pesquisa o que é Make cai às vezes em aula de inglês e em maquiagem. Aqui é a ferramenta de make automação, que antes se chamava Integromat, e por isso ainda tem gente que busca make integromat. A página de preços do Make, consultada em 1º de novembro de 2026, fala em mais de 3.000 apps conectados.
Não precisa programar. Na prática, o Make tira do braço a cópia de dado de um sistema pro outro, o retrabalho que ninguém mede. É o mesmo trabalho que expliquei no post sobre o que é n8n, com outro jeito de cobrar e de hospedar.
Como funciona um cenário no Make, do gatilho ao teste
Cada automação do Make se chama cenário. Ela começa num gatilho, o evento que dispara tudo: resposta nova no formulário, e-mail com anexo, linha nova na planilha. Cada passo seguinte é um módulo, a bolinha da tela.
Pra quem quer saber como usar o Make:
- Escreva o cenário antes de abrir a tela. "Quando chegar pedido pelo site, gravar nome, item e prazo na planilha de pedidos e mandar a confirmação pro cliente."
- Conecte as contas da empresa. Use a conta da empresa, e não a sua pessoal.
- Ligue os campos e ponha os filtros. O filtro deixa passar só o que interessa ("só pedido acima de tal valor"), e o router divide o caminho em dois ou mais.
- Rode uma vez e olhe o destino. O Make mostra que rodou. Só a planilha mostra se a linha caiu na coluna certa.
O plano grátis dá 1.000 créditos por mês, segundo a mesma página de preços. Quase toda ação de módulo gasta um crédito. O router e os módulos de tratamento de erro não gastam, e recursos com a IA do Make podem gastar mais. Um cenário com cinco módulos rodando cem vezes por dia esgota o plano grátis em poucos dias.
Como fazer automação com IA no Make
Quem busca make ia encontra jeitos diferentes de usar a IA dentro da ferramenta.
O primeiro jeito é montar o cenário conversando. A Maia fica dentro do editor: você descreve o que quer e ela propõe o plano e o desenho do cenário pra você revisar antes de montar. Pela ajuda da Maia, consultada em novembro de 2026, ela está em beta nos planos pagos e tem 30 dias de teste no grátis.
O segundo jeito é a IA no meio do fluxo. Um módulo de IA lê o e-mail do cliente e devolve os campos que o passo seguinte precisa: nome, item, quantidade, prazo. Quando a tarefa pede escolha, entra um agente de IA, que recebe a tarefa inteira e decide qual ferramenta chamar. Segundo a página dos agentes do Make, lida em novembro de 2026, o agente roda na mesma tela dos cenários, aceita aprovação manual e mostra cada decisão num painel de raciocínio.

O terceiro jeito vai no sentido inverso. O Make MCP server deixa o Claude ou o ChatGPT rodarem cenários seus a partir do chat, segundo a ajuda oficial consultada em novembro de 2026. Expliquei o protocolo no post sobre o que é MCP.
No guia de IA para empresas eu separo a IA no trabalho em camadas. O ChatGPT rodando um cenário pelo MCP continua sendo IA de uso geral, porque é você quem pede, a cada vez. O cenário com as regras da casa é ferramenta própria. O agente que dispara sozinho quando o pedido chega é fluxo agêntico.
Make ou n8n: quando amarrar basta e quando construir
Uma tarefa repetida se resolve usando pronto, amarrando ou construindo. Usar pronto é contratar um sistema que já faz aquilo. Amarrar é ligar o que já existe, e é aqui que moram o Make e o n8n. Construir é ter um sistema feito pra tarefa. Nenhum é degrau do outro: pronto compra velocidade, amarrar compra flexibilidade, construir compra confiança no dado.
Entre os dois de amarrar, a diferença é de quem cuida. O Make roda só na nuvem dele e cobra por crédito. O n8n pode rodar no seu servidor e cobra por execução do fluxo inteiro, e a comparação de preço está no post do n8n. Quem pergunta make ou n8n escolhe bem olhando quantas vezes o cenário roda por mês e se alguém da casa topa cuidar de servidor.

O sinal de que amarrar deixou de bastar costuma ser a planilha. Ela começa como destino do cenário e, seis meses depois, virou o banco de dados da empresa, com três cenários lendo e escrevendo nela. Aí alguém renomeia uma aba e o cenário erra de novo e de novo. Pela configuração do cenário, consultada em novembro de 2026, o Make desliga o cenário depois de alguns erros seguidos, e se ele começa num webhook, desliga no primeiro erro. O pedido da semana para, e ninguém fica sabendo até o cliente ligar.
O Make fez exatamente o que foi montado. Faltou alguém decidir onde o dado mora e quem recebe o aviso quando o cenário para.
O que continua sendo decisão sua
O Make executa o desenho, e a IA escolhe dentro dele. Quem define o desenho continua sendo você:
- Onde mora o dado. Se a planilha é a fonte da verdade, ninguém mexe nela sem avisar quem cuida dos cenários. Se não dá pra garantir isso, o dado pede outro lugar.
- Quem recebe o erro. Conta da empresa, um responsável por cenário e o aviso indo pra quem resolve, com as execuções incompletas guardadas pra retomar do ponto em que parou.
- O que sai sem conferir. Gravar a linha na planilha pode ir direto. Responder cliente, dar desconto ou emitir cobrança passa por uma pessoa.
- Que dado passa pela IA. Cada módulo de IA manda o texto pra quem roda o modelo. Dado pessoal de cliente pede ler antes as regras de uso, e a LGPD vale aqui também.

Por isso, nada que fala com cliente ou mexe com dinheiro sai do cenário sem uma pessoa poder aprovar. Ficou mais fácil ligar um app no outro, mas continua sendo trabalho: o tempo que saiu da cópia vai pra decidir o que o cenário faz sozinho e quem olha quando ele para. Quando a regra cresce, uma integração via API feita pra isso entra na conversa.
Num escritório de contabilidade, a saída foi construir
Trabalhei com um escritório de contabilidade que recebia os documentos dos clientes a partir de um formulário genérico, com os arquivos chegando por e-mail e por WhatsApp. A pendência só aparecia perto do prazo. O cliente acabava sentindo que estava fazendo o trabalho do contador.
Daria pra amarrar: um cenário pegando o anexo do e-mail e jogando numa pasta. Só que isso automatizaria a bagunça. A pergunta era outra, quais documentos cada cliente precisa mandar, e ela tinha resposta com regra.
No Colaboratório, coloquei no ar uma entrada sem cadastro, com um questionário de sim ou não que importa a declaração anterior. A lista de documentos se monta sozinha pra cada cliente, e o contador tem um painel com fila de revisão. O motor são regras determinísticas, sem IA. A IA fica pro pedaço que pede leitura de verdade, e não entra só pra enfeitar.
Antes de abrir o Make, faça o primeiro passo do protocolo antivibe, mapear o terreno. Escreva por onde o pedido passa hoje, de app em app, quem digita cada campo e onde o dado deveria morar. Isso mostra o que vale amarrar e o que pede outra conversa, como explico no guia de automação de processos.
Se a automação no Make funciona até alguém mudar a planilha de lugar, o que falta é decidir onde mora o dado e o que pode quebrar sem ninguém ver. Montei uma página sobre integração de sistemas pra quem tem formulário, planilha e sistema que ainda não conversam. E se quiser ajuda pra decidir o que amarrar primeiro, entre em contato comigo e conte qual dado aí é copiado à mão.
Perguntas frequentes
- O que é a plataforma Make?
- O Make é uma plataforma de automação na nuvem que liga aplicativos como formulário, planilha, e-mail e CRM. Cada automação se chama cenário e é montada sem código, ligando módulos numa tela. Ela já se chamou Integromat e hoje também põe IA no meio do cenário.
- Como utilizar o Make?
- Escreva numa frase o que o cenário deve fazer, escolha o app que dispara tudo e ligue os módulos seguintes, campo por campo. Rode uma vez com um caso real e confira o resultado no app de destino. Conecte as contas da empresa, pra que o cenário e o aviso de erro não dependam de uma pessoa só.
- O Make é gratuito?
- Tem plano grátis, com 1.000 créditos por mês, segundo a página de preços consultada em 1º de novembro de 2026. Quase toda ação de um módulo gasta um crédito, e recursos de IA podem gastar mais. Pra uso diário com volume, o plano pago entra cedo.
- O que significa ferramenta de automação?
- É um programa que faz sozinho uma sequência de passos que alguém fazia na mão, como copiar o pedido do formulário pra planilha e mandar a confirmação. Make, n8n e Zapier são ferramentas desse tipo. Elas executam a regra que você desenhou, do jeito que você desenhou.
- Como fazer automação com IA no Make?
- Coloque um módulo de IA no meio do cenário pra ler, resumir ou classificar o que chega, com a regra inteira escrita no pedido. Pra tarefa que pede escolha, use um agente do Make, que decide qual ferramenta chamar. Antes de qualquer passo que fala com cliente, ponha uma aprovação manual.

Mais de 15 anos em produto digital. Primeiro PM da Nibo, depois PM e GPM no eBay, na Farfetch e na Kaizen Gaming (Betano). Fundou o Colaboratório, estúdio de produto que usa IA e métodos enxutos pra desafogar a operação de pequenas e médias empresas.
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