Créditos do Lovable: preço, planos e plano gratuito

Quanto custa cada plano, como o crédito é gasto e por que ele some no conserto que volta. A tabela se lê em dois minutos; a regra que falta no app, quem escreve é você.

Alexandre LeiteAlexandre LeiteFundador do ColaboratórioPublicado em 8 min de leitura
Pessoa no notebook vê o marcador de crédito perto do vazio enquanto um bichinho de erro volta da tela e moedas caem num pote

Em 30 segundos

  1. 1Os créditos do Lovable são a unidade que paga tudo na plataforma: construir, conversar, manter o app no ar e rodar a IA dentro dele. O plano gratuito dá 5 por dia, até 30 no mês, e o Pro começa em 25 dólares com 100. Quando o saldo some rápido, a culpa costuma ser do conserto que volta.

Falta uma hora pra você mostrar o app ao primeiro cliente, numa terça de manhã, e você abre o Lovable pra trocar um botão de lugar. Aparece o aviso: os créditos estão acabando. O plano renovou faz duas semanas.

Você rola o histórico do chat pra ver pra onde foi o saldo. "O login quebrou de novo." "Conserta a lista de pedidos." "O login quebrou de novo."

Sobram duas dúvidas. Compro mais créditos ou subo de plano? E por que o mesmo erro está comendo o mês inteiro? Pra responder as duas, vale entender como o crédito é gasto, quanto custa cada plano e onde o saldo vaza. Conferi tudo o que vem abaixo na página de preços e na documentação do Lovable em 16 de outubro de 2026.

Créditos do Lovable: o que são e como são gastos

O crédito do Lovable é a unidade que a plataforma usa pra cobrar o que acontece no seu espaço de trabalho.

Segundo a documentação de créditos, um saldo só paga quatro coisas: construir o app, conversar com o Lovable, manter o app no ar com o backend embutido (o Cloud) e rodar a IA que o app oferece a quem usa.

Um cofrinho único alimenta três canos: um martelo montando telas, um servidor ligado e uma faísca de IA dentro de um app
Construir, manter no ar e a IA do app saem do mesmo lugar

Quem digita créditos lovable no Google quer saber, antes de tudo, quanto custa cada pedido. Depende do modo em que você pede:

  • Modo de plano. Custa 1 crédito por mensagem, mais a pesquisa extra que o Lovable fizer pra planejar. Ele investiga e propõe, sem mexer no código.
  • Modo de construção. Cobra pelo trabalho feito. Nos exemplos da documentação, deixar um botão cinza custa 0,50 crédito, tirar o rodapé custa 0,90 e adicionar login custa 1,20.
  • Modo de conversa. Cada mensagem costuma custar uma fração de crédito e sai primeiro de uma cota diária de conversa. Esse modelo é temporário e vale até 31 de outubro de 2026.

No modo de construção, o Lovable trabalha como um agente de IA: recebe o pedido, mexe em vários arquivos, roda o app e confere o resultado. Por isso uma mensagem pode custar meio crédito ou muitos. Quando uma mensagem passa de 20 créditos, por padrão ele pausa e pergunta se você quer continuar, e esse limite muda nas configurações da conta. O custo exato de cada resposta fica no menu de opções logo embaixo dela.

Planos do Lovable e preço em 2026

Quem pesquisa lovable planos ou lovable preço encontra quatro opções: Free, Pro, Business e Enterprise. A página de preços, que muita gente acha no Google como lovable pricing, mostra o valor de entrada de cada uma. A documentação de planos de assinatura traz a tabela completa, em dólar.

Plano

Preço por mês

Créditos por mês

Feito para

Free

0

5 por dia, até 30 no mês

Testar o Lovable e projetos menores

Pro

a partir de 25 dólares

a partir de 100

Times que constroem juntos

Business

a partir de 50 dólares

a partir de 100

Áreas que precisam de controle e governança

Enterprise

sob contrato

por volume

Organizações grandes

O Lovable Pro e o Business vêm em faixas, de 100 a 10.000 créditos por mês. No Pro, 200 créditos custam 50 dólares, e 400 custam 100. No plano anual, você paga dez meses e leva doze: o Pro de 100 créditos sai por 250 dólares no ano.

Pro e Business começam com os mesmos 100 créditos. Os 25 dólares a mais do Business pagam controles de time, como login único da empresa (SSO), acesso por função e publicação interna.

Pra quem precisa comprar créditos no meio do mês, existe a recarga avulsa. No Pro, 50 créditos custam 15 dólares; no Business, 30 dólares. Crédito de recarga vale 12 meses. Já os créditos mensais que sobram passam pro mês seguinte e vencem dois meses depois de emitidos.

Estudante e professor com e-mail de instituição de ensino têm 50% de desconto no Pro de 100 créditos, cobrado mês a mês, por até 12 meses, segundo a documentação de planos consultada em 2026.

Sobre a moeda: quando abri a página de preços, ela mostrou os valores em euro, com os mesmos números da tabela em dólar. Antes de assinar, confira na tela de cobrança da sua conta a moeda e o valor final.

Lovable gratuito: o que o plano Free dá

Quem procura lovable gratuito encontra um plano Free de verdade, sem cartão de crédito. Pela página de preços, ele inclui:

  • 5 créditos de construção por dia, até 30 no mês. Bateu os 30, os diários param e só voltam no dia 1º do mês seguinte.
  • 20 créditos por mês pro Cloud, que pagam hospedagem e backend do app.
  • 4 créditos por mês pra IA dentro do app, pra você testar o recurso antes de assinar.
  • Uma cota diária de conversa, menor que a dos planos pagos.

O Free não deixa editar nem baixar o código, usar domínio próprio ou tirar o selo do Lovable do app. Sincronizar o projeto com o GitHub ele deixa.

Pra testar uma ideia, isso rende. Com os exemplos da documentação na mão (meio crédito pra mudar um botão, pouco mais de um pra adicionar login), dá pra ter uma noção do que 30 créditos fazem num mês. Pra um app com cliente usando, o grátis aperta, porque a hospedagem e a IA do app saem do mesmo saldo.

Na mesma busca aparecem vídeo de crédito infinito, extensão e crédito revendido. Este texto fica com o que está na página oficial.

Por que os créditos do Lovable acabam tão rápido

Volta pro histórico da cena. O saldo não foi embora nas telas novas. Foi nos pedidos que repetem o mesmo conserto.

O erro aparece, você clica no botão de tentar consertar, e o Lovable lê os registros e tenta uma correção. Os primeiros consertos são grátis: cada conta tem 10, e cada um volta 24 horas depois de usado, segundo a documentação do chat. Passou disso, cada tentativa é cobrada como construção. Quando o erro volta, você descreve de novo, ele mexe em mais arquivos, e cada mexida custa.

A página do próprio Lovable sobre corrigir erros explica a causa: conserto às cegas repetido tende a empilhar código que esconde o problema de verdade. O pedido seguinte encontra mais código pra ler e mais coisa pra quebrar.

Pessoa joga uma chave inglesa no notebook e o mesmo bichinho de erro volta como bumerangue, derrubando moedas do pote
Cada volta do erro sai do saldo

Nos apps feitos com IA que chegam até mim, o erro que volta costuma ter a mesma origem: uma decisão de estrutura que ninguém tomou. Quem vê o quê depois do login. Onde mora cada dado e o que acontece quando ele muda. Qual regra do negócio vale quando dois pedidos chegam juntos. Sem isso escrito, o Lovable adivinha a cada pedido, e cada palpite custa crédito.

Tem um segundo vazamento, e ele pesa pra quem já tem cliente usando: o mesmo saldo paga o app no ar. Se ele zerar, a construção para, a IA dentro do app deixa de responder e o backend embutido (banco de dados, arquivos e login) pausa pouco depois. O site publicado continua no ar e os dados ficam guardados, mas o app que depende do backend pode parar até entrar crédito, e às vezes o backend precisa ser acordado na mão. Está tudo na seção sobre quando o crédito acaba.

Como gastar menos créditos no Lovable

Antes de comprar mais, dá pra fechar a torneira. A própria documentação recomenda estes hábitos, e eles mudam a conta:

  • Troque pro modo de plano depois de duas tentativas. Use o conserto automático uma ou duas vezes. Se o erro sobreviver, pare e peça a causa no modo de plano, que custa 1 crédito por mensagem e não mexe no código.
  • Volte a versão em vez de empilhar conserto. Se as correções embolaram o código, restaure no histórico uma versão que funcionava e peça de novo, com a direção certa.
  • Escreva as regras no conhecimento do projeto. O conhecimento do projeto entra em toda conversa. Quem vê o quê, quais dados o app guarda e o que não pode quebrar ficam ali, e você para de repetir a regra a cada pedido.
  • Olhe o custo de cada mensagem. O menu embaixo de cada resposta mostra quanto ela custou, e a tela de uso separa o gasto por projeto e por pessoa. Em time, dá pra pôr um limite mensal por pessoa.
Pessoa para diante de uma placa de pare e anota o plano enquanto um robozinho espera com a caixa de ferramentas fechada
Entender a causa antes de pedir o próximo conserto

Se mesmo assim falta crédito todo mês, faça a conta antes de comprar recarga. No Lovable Pro, o crédito da recarga sai a 0,30 dólar, e o da assinatura de 100 créditos sai a 0,25. A documentação diz que, quando falta crédito todo mês, subir de faixa costuma compensar mais. E se o app já tem cliente, ligue a recarga automática, pra o saldo não zerar com o backend rodando.

Plano maior não escreve a regra que falta

Recarga e plano maior compram tentativas. Nenhum dos dois decide quem vê o quê no seu app.

Antes de comprar créditos de novo, abra os últimos dez pedidos do histórico e responda por escrito:

  • Qual regra o erro desobedece. Se você não consegue dizer, é ela que falta escrever.
  • Onde mora o dado. Qual tabela guarda o pedido, quem pode mudar e o que acontece com o histórico.
  • Quem entra e o que enxerga. O cliente vê só o que é dele, e o financeiro vê todos.

Nenhuma dessas respostas sai do Lovable, nem de outra ferramenta. Elas estão na cabeça de quem toca a operação, e essa decisão continua sendo sua. É o mesmo ponto em que o vibe coding costuma travar: a tela anda e a regra fica pra depois. Escrevi sobre as decisões que vêm antes de abrir o app pro cliente no post sobre o que é Lovable.

O crédito é só uma linha de quanto custa um aplicativo feito com IA. A outra é o tempo de alguém decidindo essas regras, e essa parte nenhum plano cobre.

Do Lovable a produto em um caso real

Uma indústria de estruturas metálicas construiu sozinha um sistema no Lovable e passou meses sem conseguir transformá-lo em produto. Quando o projeto veio para o Colaboratório, o sistema de backoffice ficou pronto para lançar em um mês.

Volto à terça de manhã. O crédito acaba mais rápido quando cada correção quebra outra coisa. Isso costuma ser sinal de que o app precisa de uma decisão de estrutura (dados, login, regra de negócio), e um plano maior não traz essa decisão. Levar um app feito com IA até o uso de verdade é o que eu faço.

Montei uma página sobre o que fazer com um app feito com IA que precisa chegar ao cliente. E se quiser ajuda com o seu, entre em contato e me conte em que conserto o saldo foi embora.

Perguntas frequentes

O Lovable é gratuito?
Tem plano gratuito, sem cartão de crédito. Ele dá 5 créditos de construção por dia, até 30 no mês, mais 20 créditos mensais para o Cloud e 4 para a IA dentro do app. Para editar ou baixar o código, usar domínio próprio e ter mais créditos, é preciso assinar um plano pago.
Qual o limite diário do Lovable?
Free, Pro e Business ganham 5 créditos de construção por dia, que zeram à meia-noite UTC (21h no horário de Brasília) e não acumulam. No Free, esses créditos diários param quando somam 30 no mês. Pro e Business não têm esse teto e ainda contam com os créditos da assinatura.
Qual é o plano Lovable mais barato?
Fora o gratuito, o mais barato é o Pro de 100 créditos, a partir de 25 dólares por mês, ou 250 dólares no plano anual. Estudante e professor verificados pagam metade no Pro mensal de 100 créditos por até 12 meses. A página de preços pode mostrar outra moeda, então confira o valor na sua conta.
Qual o valor da Lovable?
O Pro começa em 25 dólares por mês com 100 créditos, e o Business em 50 dólares, com os mesmos 100 créditos e controles de time. As faixas dos dois vão até 10.000 créditos por mês. A recarga avulsa custa 15 dólares a cada 50 créditos no Pro e 30 dólares no Business.
Vale a pena usar o Lovable?
Vale, inclusive para app em produção: ele monta tela, banco de dados e login rápido, e o app pode continuar evoluindo ali. O que mais pesa na conta de créditos é chegar com as regras do app escritas. Sem elas, o saldo vai embora no conserto que volta.
Alexandre Leite
Quem escreveu
Alexandre Leite

Mais de 15 anos em produto digital. Primeiro PM da Nibo, depois PM e GPM no eBay, na Farfetch e na Kaizen Gaming (Betano). Fundou o Colaboratório, estúdio de produto que usa IA e métodos enxutos pra desafogar a operação de pequenas e médias empresas.

LinkedIn

Travou em algum passo? A gente destrava junto.

Conta onde você parou. Em 30 minutos a gente olha a sua operação e diz o que vale usar pronto, amarrar ou construir.